Pesquisar este blog

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Noite Finita...

Confinada em meus desejos ocultos
Olho em volta, é noite, te busco.

Aflito, meu coração sente falta
Do arfar do seu corpo sedento
De nossas carícias sentidas
Ao sabor de nossos momentos







Como seguir em frente?
Sem seus toques, beijos ardentes.
A dor lacerante maltrata.
Aos poucos, sua ausência me mata.

Em meu peito, um buraco se faz.
Lembrando todo o nosso amor
Busco encontrar 
Quando em uma noite qualquer
Minha vida enfim se pôr.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Desejo de Amor



 Se concedido a mim
 Um desejo fosse,
 Queria poder amar enfim,
 Aquele que me é doce!

 Aquele que rouba de mim um beijo
 Que chega e me toca,
 Acaricia meu corpo, em segredo
 E num suave arrepio a pele transforma.

 Selado, seus lábios aos meus,
 Num desejo confidente
 Prenúncio de um amor
 Sentido puro, voraz e latente

 Meu corpo no seu é só vontade.
 Luxúria, paixão, aventura.
 Fazendo amor em plena totalidade
 Vivendo a mais intensa loucura.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Quase Amei Você...




Quando a noite traz o silêncio
Percebo o quanto de mim, não está
O frio entra pela porta que deixou aberta
Quando saiu e não olhou pra trás

Fantasmas de nossos momentos
Perambulam por lembranças de minha memória
Olhares, sorrisos, agora são trocados
Por lágrimas, tristezas, de uma longa história

Quando a porta se fechou, um nada me preencheu
Tomou lugar de um amor, que uma vez você me deu
Como viver com essa ausência presente no meu ser?
O que de errado se fez, pra não mais merecer
Na imensidão de sua luz me aquecer?

Aqui dentro, uma escuridão me devora
Sozinha, trancada, uma casa vazia apavora
Meu coração em silêncio implora
Não me tire de sua vida agora

Se por acaso não mais sentir amor
Rezo que o tempo cure a ausência e a dor
Que em meu coração você plantou
Quando o meu amor descartou

Valores De Uma Vida....

Quero levar desta vida
 As melhores lembranças
 Das tardes ensolaradas
 O sorrir e o olhar singelo
 De quando eu era criança

 Desta vida quero levar, 
 As lembranças melhores
 De mesmo sem ter tido sorte
 Conseguir sobreviver sem odiar

 Quero levar desta vida,
 Os melhores dias
 Aqueles que me ensinaram
 O verdadeiro significado
 Do que é saber amar

 Desta vida quero levar,
 Os dias melhores
 Das lágrimas que derramei
 Dos sofrimentos que superei

 Quero desta vida levar
 A esperança de um dia
 Poder aqui retornar
 E na ânsia de viver
 Tudo novamente experimentar!

Salvação

Convicta do que faria, deu um passo a frente. Enquanto seu corpo ganhava velocidade em queda livre, recordava momentos de sua vida, um passado presente demais para ser esquecido. Sentia que o fim se aproximava. O impacto inevitável aconteceria em instantes. Fechou os olhos e sentiu um conforto desconhecido, nunca antes sentido. Quando despertou, ainda sobressaltada, olhou a sua volta e fixou seu olhar nos frascos de remédios sobre o criado-mudo. Ao seu lado na cama várias fotografias espalhadas, a maior parte mostrava ela na companhia de um rapaz em diferentes momentos. O sol que entrava pela janela, a fez notar que algo reluzia ao chão. Levantou-se e aproximando do objeto que refletia viu que era mais uma das fotos que provavelmente caiu da cama enquanto ela remexia na cama. Então, observando aquela imagem com mais atenção notou que havia algo escrito atrás da fotografia. A foto em questão retratava o mesmo rapaz de antes, porém, nem parecia o mesmo,estava abatido, com os olhos profundos, muito magro e apático. Sentou-se na cama e pôs-se a ler o que estava escrito no verso da imagem que dizia: - Meu amor, sempre te amarei! Mesmo quando não mais estiver na sua presença em vida, estarei sempre ao seu lado, em todas as horas. Quero que guarde as lembranças que passamos juntos, momentos bons e ruins, porque a vida é feita de erros e acertos. Peço-te apenas para não abdicar nunca de sua vida, de seus próprios momentos. Tenha a certeza que o nosso amor, tudo que vivemos, não acabará com o fim de nossas vidas. O nosso sentimento sempre será eterno, por isso, viva intensamente, e seja feliz! – ao ler essa mensagem, ela se deu conta de que sua perda não significava uma separação efetiva, um fim. A vida é como um sol. Chega um momento que é preciso se pôr. Mas mesmo quando não está no céu, de forma visível, sabemos que está lá, pronto para nos aquecer. Decidiu-se que não era o momento do sol de sua vida se pôr, resolveu iluminar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Milagre do Se...


O milagre do se....
E se num dia, numa bela manhã de quinta feira, não tão ensolarada, mas com um clima agradável, um anjo, ou coisa parecida, aparecer para você e te oferecer a oportunidade de começar uma nova vida, um renascimento, que zeraria tudo e a todos que fizeram parte de sua vida até agora nesse dia, inclusive os seus erros?
Bem eis aí uma oferta tentadora, não concorda? Ter de volta a juventude e a oportunidade de ser diferente do que se é agora. Não que seja tarde para mudar ainda nesta vida, mas a chance de fazer novas escolhas que não ocasionariam em nossas atuais lembranças e decepções.
Claro que de certo erraríamos novamente, mas teríamos novas opções que antes abrimos mão. Ou será que faríamos tudo da mesma forma?
Será? Aí passa pelas nossas cabeças aquela velha frase: “Se eu pudesse viver a minha vida novamente.”
Cometeria menos erros? Aproveitaria mais as oportunidades? Seria o oposto do que sou agora? Ousaria mais?
Talvez! Na verdade se tivéssemos as recordações da outra vida em que éramos felizes ou infelizes, seria querer demais, não é?
Ser o que não somos hoje, não uma escolha definitiva. Podemos ser o que quisermos, isso só depende do que escolhemos ou não para a nossa vida.
Não precisamos de outra vida para nos realizar, erros sempre existirão, pessoas que nos marcam também, afetos e desafetos, desafios, vitórias e derrotas, isso vem embutido no pacote.
Sempre há tempo de recomeçar e corrigir nossos erros nessa vida mesmo, basta querermos e nos esforçar para seguir nossos sonhos e ideais.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ousar é ser Feliz!


Ousar é ser Feliz!
Um dia me dei conta que a vida é uma caixa de surpresas. A cada minuto nos mostra que foge de nossas mãos, que mesmo quando planejamos seguir um roteiro, percebemos que não nos cabe uma escolha definitiva, afinal o que nos espera ali, mais a frente?
Criamos expectativas a longo prazo da tão sonhada felicidade, ansiamos por realizar nossos sonhos e deixamos de viver o momento,e quando abrimos os olhos, fica então aquela sensação estranha, de que agora estamos velhos, a vida passou e não se viveu.
Ah! É frustrante, pensar que quando se é novo temos todas as oportunidades, mas talvez não a ousadia necessária para arriscar a ser feliz.
Assumir as conseqüências de nossas escolhas, muitas vezes é difícil, acomodar-se com uma vidinha mais ou menos, é mais fácil, afinal de contas, quem é 100% feliz hoje em dia?
Será que hoje somos capazes de assumir que a felicidade está em nos entregarmos de corpo e alma aos nossos sonhos, sem pensarmos se é condenável ou não, se os outros vão nos ridicularizar, estaríamos dispostos a isso agora?
Ainda dá tempo! Enquanto estivermos vivos, saudáveis, hoje ainda pode ser o dia que marcará as nossas vidas!
Façamos o que for necessário, para quando não pudermos mais, olharmos para trás e termos a certeza que vivemos uma vida que valeu a pena, que vencemos os desafios, nos realizamos e que podemos partir com a sensação de plenitude!
Carpe Diem!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Celebremos, pois a vida é uma só!


Dia 01 de dezembro, um dia comum para muitas pessoas, não é feriado, nem dia santo, dia mundial de luta contra a AIDS, é um fato importante a se considerar, para mim que vos escrevo meu aniversário!
Engraçado que todos nós temos um dia especial em que celebramos mais um dia de vida. Especial muitas vezes só para nós mesmos, então reunimos amigos e familiares e comemoramos... Mas o que de fato comemoramos? Há quem diga que na escala do tempo, estamos morrendo à medida que passam os anos. Outros que nem se deveria comemorar, afinal pra que expor a sua idade, e se colocar em cheque para perguntas inconvenientes e comparações infelizes, do tipo: “- Nossa, na sua idade eu já estava com família formada, vida independente...” etc e tal, enfim olhando por esse lado, realmente não dá vontade de comemorar nada (risos).
Mas ontem, quando completei 27 anos, me senti meio realizada. Sim, meio, porque se me sentisse totalmente, poderia encerrar minha vida no momento em que abri os olhos. A cada novo dia, tenho um novo sonho, uma percepção diferente do que me cerca. É isso que me faz querer celebrar a minha vida, que tenho certeza que DEUS não me concedeu em vão.
Então nesse dia, celebro a minha saúde, o meu trabalho, a minha família, meus amigos, minhas vitórias pessoais, e até minhas derrotas, pois essas me proporcionaram sabedoria e força pra enfrentar novos desafios e aprendizado pra encarar o que vem pela frente.
Agradeço aos meus leitores amigos, por dividirem comigo suas opiniões, e percepções a cerca do que vivemos a cada dia! Obrigada a todos, por serem parte da minha história pessoal!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Que Você Quer Ser?




- Então, o que você vai ser quando crescer?
- Médico? Hum, talvez engenheiro, quem sabe?
Desde muito cedo, somos apresentados a essa pergunta, que na hora em que é feita, nem se pensa muito, e de pronto respondemos a primeira coisa que nos vem em mente.
Mas com o passar do tempo, ela começa ter um novo significado. E ganhar espaço dentro de nós.
Fazer a escolha de uma profissão que por certo, nos acompanhara ao longo dos anos nem sempre é uma tarefa fácil. Digo por experiência própria! Escolher não é tão simples quanto parece.
Muitas pessoas se frustram por serem obrigadas a exercer uma profissão imposta. Seja por uma escolha que satisfaça a terceiros, ou mesmo por necessidade.
Enquanto estudante pude deparar-me com situações de escolhas profissionais, que com certeza, no futuro darão margens a perguntas do tipo: “- Será isso mesmo que eu queria pra mim?”.
Isso realmente é preocupante! Os jovens de hoje não escolhem profissões por afinidades, ou simplesmente vocação. A grande maioria é levada por motivos banais, ou mesmo por ser mais fácil de entrar numa universidade, menos concorrência.
Daí pode se imaginar o profissional que chegará ao mercado. Fazer simplesmente para se ter um diploma.
Também deve-se considerar os que não têm acesso ao nível superior. Muitos não têm como escolher.
São obrigados a trabalharem no que tiver vaga no mercado, para sobreviverem nesse nosso mundo conturbado.
Digamos que escolher não seja privilégio de muitos.
Quando pensamos sobre o que ser, numa sociedade em que existem inúmeros fatores de exclusão, não basta apenas seguir um sonho, infelizmente.
Muitas pessoas se tornam profissionais idealizados, mas não conseguem ser absorvidos pelo mercado na área de atuação em que se especializam, e são obrigados a exercerem funções muitas vezes, que não tem nada a ver com o que se empenharam em aprender.
É isso que devemos nos preocupar. As escolhas que devem ser feitas, as oportunidades que irão se abrir, os sonhos a se realizarem, a vocação a ser seguida ou não, determinarão o nosso sucesso ou frustração de uma vida inteira.
E então, já sabe o que você vai ser?

domingo, 30 de outubro de 2011

O despertar de um amor





O Despertar de um amor

Fechei os olhos por um longo tempo
Parei de ouvir os meus desejos
Distanciei dos meus sonhos
Guardei pra mim as minhas decepções

Criei um mundo perfeito
Onde não existo
Não sei mais quem sou
Mas sei o que mais não quero ser
Não quero ser refém do amor
Não de um amor que aprisiona
Não de um amor em si mesmo

Quero sentir a liberdade de poder voltar
Quero abrir os olhos
Ouvir o meu coração
Sentir a vida de uma forma única
Dividir os meus sonhos, e somar as recompensas
Cultivar a esperança, e crer que o amor liberta
Aprender a ser paciente, a dizer não
Mesmo quando em meu íntimo, sinta a dor de dizê-lo
Quero estar pronta pra amar você
Guardando o que há de melhor em mim
Na espera de merecer, o amor que me dedicas

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Diferente sim! E daí?



Quantas vezes assumimos uma postura crítica com o que não está de acordo com os nossos conceitos? Ao olharmos o outro, quase que involuntáriamente, somos pré-conceituosos, mesmo não admitindo isso.
Não enxergamos além da aparência, não sabemos conhecer o diferente. Taí uma palavra que muitas vezes nos assusta, e por que? Talvez pelo fato de que fugir a um padrão pré- estabelecido nos mostre que estivemos errado esse tempo todo.
Num mundo diversificado como o qual vivemos, precisamos entender o diferente como escolhas pessoais de cada indivíduo. Mesmo que fuja a padrões ditados por uma moda ultrapassada e arraigada de exclusões.
As vezes, é necessário parar e refletir sobre nossa postura, nossos príncípios. A exclusão social, é um problema generalizado nos dias atuais. Uma das armas usada nesse processo de exclusão, é a violência, a agressão, seja física ou verbal. Uma não diminui o impacto da outra.
Tem se tornado cada vez mais comum notícias de violência de caráter homofóbico, racial, sexista, e as vezes pelo simples fato de se discordar de uma opinião do outro, se mata.
Até quando, vamos mascarar em nossa sociedade, esse preconceito velado?
Qual será o futuro que estamos resguardando para a próxima geração? Uma sociedade que cutua padrões estéticos, que não aceita a diversidade sexual, que não respeita sequer um mendigo, por ele estar numa condição de dificuldades.
A pior miséria do homem, é a da alma, pensem nisso, e lutemos para mudar essa doença social chamada exclusão.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Por Detrás Daquela Porta


Era uma vez uma porta.
Ninguém sabia o que se ocultava por detrás dela.
Muitas pessoas passavam e comentavam: " O que será que tem lá dentro?".
Mas nunca ninguém teve a iniciativa de se aventurar a abri-la.
Uns pensavam que ali escondia-se um tesouro.
Outros algo que devia permanecer ali, escondido, por se tratar de algo ruim.
Um dia um menino, muito curioso, e corajoso, resolveu que abriria a porta.
Então quando estava prestes, a saber, o que ali se ocultava, um senhor segurou sua mão, impedindo que girasse a maçaneta.
O menino muito contrariado olhou para ele com uma expressão de reprovação: "- Porque o senhor fez isso?"- disse o garoto.
E com um sorriso nos lábios e um olhar terno, o senhor respondeu: "- Você está pronto para o que te espera além dessa porta meu jovem?".
A expressão do garoto se fechou numa imagem de dúvida.
Encarando-o , e sem hesitar, disse: “ Não tenho medo do que não conheço, tenho medo de viver na dúvida de não conhecer! “
Sem pestanejar, o senhor largou a mão do menino, que imediatamente abriu a porta.
Sem palavras, e perplexo, o garoto passou por ela.
No mesmo instante, o senhor horrorizado, saiu o mais depressa possível, para o mais longe possível, daquele local.
Mas afinal o que viu o garoto e o velho?
O garoto viu novas perspectivas, viu um futuro repleto de oportunidades, viu a imagem de um homem bem sucedido, porque ele entendeu que a vida é feita de vários caminhos, cabe a nós escolhermos um deles, e seguir superando adversidades, aprendeu a abrir portas.
O senhor, viu a sua imagem num pequeno retrato estampando uma lápide e pessoas a sua volta chorando, viu as várias vezes que não aproveitou oportunidades que surgiram em seus caminhos, viu o homem solitário e infeliz que agora era um velho, e o pesar do tempo sobre si, entendeu que restara a ele a morte física, porque até o presente momento, estava morto em vida.
É preciso saber aproveitar a vida de uma forma sábia. Não devemos ser acorrentados a nossos medos, nem nos entregarmos ao derrotismo que uma longa batalha nos trás. É necessário que reacendemos o menino que há dentro de nós, e ousamos abrir portas. Portas são feitas para serem abertas e não fechadas. Atrás de cada uma delas, um segredo se revela, uma maneira de contornar desafios, de aprendermos um pouco mais com as experiências de cada dia. Não se deve proceder com aquele senhor, e se deixar envelhecer sem experimentar novas oportunidades, não se deve morrer em vida.
A cada novo dia, devemos renascer com a esperança de mudança. Nada é definitivo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Mar da Vida



Uma vez fechei os olhos e imaginei
Que era livre , naveguei
Por ondas da vida, que insistiam em me afogar
Mesmo assim, segui a diante a lutar.

Sem muito pensar, pude enfim perceber
A vida é mesmo um mar, a tendência e nela se perder.
As vezes não é possivel submergir
As vezes não é necessário fugir
Nem sempre esse mar é turbulento
A vida tem nuances de calmaria, isso vai do momento

Abri os olhos e dei conta por fim,
A vida me fez náufraga dos sonhos, de mim.
E sentada nas areias do tempo, envelheci
Em meio á um imenso oceano, me perdi!

Saudades



Sinto falta de meus dias de infância. Das tardes em que minha costurava, e eu ali sentada por horas, brincava de dona de casa, tinha marido e filhos pra cuidar.
Sinto falta do abraço largo do meu pai, que com apenas um "Upa !" traduzia todo o seu amor e carinho dispensado á sua caçulinha.
Sinto falta dos meus poucos amigos, que dividiram momentos engraçados, momentos tristes, momentos em que as vezes, nos dá vontade de cavar buraco no chão e nos encolher lá dentro.
Sinto falta da inocência, que tornava tudo novidade, colorido e mágico, de deitar no chão, contemplando estrelas.
Sinto falta de sorrir mais e de chorar menos.
Sinto falta de dizer mais "eu te amo", e beijar meus amores.
Sinto falta de sonhar, de realizar meus muitos desejos.
Sinto falta de me aconchegar no colo de minha mãe, e de chorar por um tempo que não tenho mais.
Sinto falta de um amor companheiro, que se faça presente, e que necessite de mim, assim como necessite dele.
Sinto falta do cair da chuva em meu rosto num dia quente de verão.
Sinto falta de ver o sol se pôr, a noite chegar e com ela a esperança de um novo dia.
Sinto falta de amar como uma adolescente, de me entregar as paixões, ás ilusões próprias de quem não conhece a realidade dura da vida.
Sinto falta de crer, acreditar que tudo passa, e que sabemos fazer melhor e podemos.
Sinto falta de mim, de olhar e conseguir ver, o que realmente importa.
Sinto saudades de viver.....

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Como Vai Você...


Como vai você?
Vivendo na rotina de manhãs agitadas, dias conturbados atravessam nossas vidas e nem damos conta do que acontece á nossa volta.
Vez ou outra paramos, bestas, dizendo um simples “oi”, querendo dizer de fato – “ Não adianta que não tenho tempo para saber o que se passa com você”.
Passamos a maior parte de nossas vidas trabalhando, idealizando projetos, conquistando objetivos e planejando outros, atrelados assim, num círculo vicioso de desejos. Enquanto isso, o tempo passa e deixamos de lado coisas banais que a vida nos oferece, mas que de certo por serem tão banais, não nos seduz, como por exemplo, ao invés de um idílico “oi” um “ como vai você?”.
No fundo, saber do outro torna-se incômodo. E pensar que qualquer pessoa encontra o que certamente é nossa busca eterna é frustrante, não acha? Como humanos que somos , fingimos ser mais felizes, realizados, porque admitir estar numa situação inferior é se mostrar vulnerável perante outros.
Embora muitas vezes dissimulamos a nossa realidade, preocupamos como o que se pensa sobre nós.
Olhando para as pessoas presas nessse gingantesco universo individualista, percebo o quão frívola é a ideia de felicidade que se tem. Ao amadurecer com o levantar de vários tombos , hoje vejo além dos meus sonhos e desejos, o penar da vida diária de muitos anônimos que sequer se dão o direito de sonhar, dada a triste realidade que lhes assolam.
Não me basta apenas um “oi”, revelando a minha pressa rotineira. O “Como vai você” é uma maneira de me sentir inserida de forma a ser um agente social capaz de mudar a sociedade á qual pertenço e ser menos inerte dentro desse individualismo coletivo.
Então.... Como vamos ?

domingo, 7 de agosto de 2011

Amor Desejado

Amor Desejado

Quero um amor desinteressado
Que seja capaz de acolher , se necessário,
Que não me deixe desamparado

Quero um amor permissivo
Destemido, incoerente, amigo.
Que tire lágrimas do olhar
Que sem tê-lo não possa respirar

Quero um amor verdadeiro
Que se entregue a mim por inteiro
Que seja terno, que me deseje
Que sinta por mim, o que sinto por ele

Quero um amor que ainda não encontrei
Que talvez só exista em meus sonhos, não sei!

Quero poder me entregar inteira
Meus sonhos, anseios, a sua maneira.
Perder-me em seus braços,
Fatigar-me de seus beijos.

Quero um amor, uma canção
Ressoada pelas batidas de seu coração
No seu ritmo quero te amar,
Dessa sinfonia , jamais me libertar!

Quero um amor, para expressar
meu sentimento mais profundo
refletir em seus negros olhos
O dom em mim de te amar!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Filhos da Violência


Maria Joaquina (nome fictício), 12 anos, chega ao hospital, denunciando um estupro. Constata-se uma gravidez. A família recorre ao Estado alegando que devido a um ato de violência não tem a intenção de manter a gestação. O Estado determina que uma gravidez pode ser interrompida , em caso de estupro , em até 20 semanas caso o feto pese menos de 500 gramas. No caso em questão, a menina não pode recorrer ao aborto, e terá consequentemente, que levar a gestação até o final e encaminhar o filho para a adoção, já que não é do interesse da família criar um filho da violência. E agora? Mais uma criança gerando outra, mais uma criança num lar de adoção, mais uma família destroçada por atos de violência.
Casos como esses, tem se tornado rotina no contexto de nossa sociedade. A justiça não é capaz de reduzir abusos sexuais, e tantos outros que ocorrem diariamente.
Muitas vezes, abusos de ordem sexual acontecem envolvendo atos incestuosos, pais e filhos, primos, irmãos, e são ainda muito mais difíceis de serem denunciados, reprimidos, ou penalizados, devido a vergonha de se denunciar.
O que talvez nos chame atenção,são que as conseqüências desses abusos, ultrapassam os limites das lesões físicas, deixam marcas irreversíveis de natureza psicológica, cicatrizes profundas que serão levadas com certeza pela vítima, durante toda a sua vida. Reflexos que atingem a autoestima, relacionamento interpessoal, dentre outros.
As crianças geradas por atos como esses, também se tornam vítimas diretas, sendo destinadas a viverem rejeitadas em abrigos, e instituições.
Como resolver esse problema que assola nossa sociedade atual? Será intensificando os meios de punição a tais atos? Creio que uma efetiva intervenção da justiça, seja uma medida que ajudaria a contornar um pouco essa problemática, porém o que realmente considero eficaz, sejam medidas de ordem educacionais, programas de ajuda a pessoas que sofrem de distúrbios de ordem sexual, tratamentos gratuitos, controle maior por parte do Estado e medidas preventivas de reeducação. A propaganda gerada em torno da atividade sexual é muito grande. A mídia, seja televisiva, virtual, contribui para essa “sexo mania” que vivemos. Muitas vezes os próprios pais, sem intenção, sexualizam seus filhos cedo, as vezes na maneira que os vestem, ou incitam a movimentos corporais erotizados em danças apelativas, daí a necessidade de se educar para informar e prevenir atos de violência sexual.

Priscila Canêdo

terça-feira, 15 de março de 2011

Ás Margens de uma Sociedade Perfeita



Dia 25 de dezembro, é Natal outra vez. O ano já não interessa. Não vejo graça em comemorar essas festas. Na favela, as coisas nunca mudam. O morro continua chorando sangue, as famílias acuadas pelos donos da favela. A música que toca, não é noite feliz, e Deus está muito longe de nós agora.
Os sons dos tiros embalam nossa noite, nossa mesa está vazia, não há panetone, e muito menos peru. No quarto meu pai se droga, tentando fugir dessa rotina de misérias.
O Natal não existe, minha vida, é uma intensa rede de aventuras trágicas, onde tenho que matar para sobreviver, vender o pão de hoje, para comer o de amanhã. Enquanto todos comemoram fingindo estar em um mundo à parte, longe de todos os problemas que temos que enfrentar, apenas nós. Suas filhas e irmãs se arrumam em salões de beleza, e minha irmã vende seu corpo em troco de poucos trocados para conseguir comida, pois precisa se sustentar e ao seu filho. Os enfeites de natal em meu barraco, não passam de buracos feitos por balas perdidas. Meu filho, não ganhará presentes e muito menos eu. Nosso presente é sobreviver mais um dia deste ano.
Não iremos nos reunir, porque sempre há uma discussão quando estamos juntos. Passarei a noite entregando drogas e apagando aqueles que tem que ser eliminados. Vou levando a vida até a hora que ela resolver me levar.
Se eu pudesse acabar com isso tudo, o faria, mais não tenho coragem de tirar a única coisa que tenho, a vida. Hoje é um dia como todos os outros. Para mim, e todos os que moram aqui. Os presentes que queremos não se compram, não se vendem, são como itens que já vem dentro de cada um de nós, e que vocês também não os tem, se chama dignidade, se chama amor ao próximo, compaixão, solidariedade.
Fecharei meus olhos, mais não dormirei, porque minha consciência não permite. Ter que matar, roubar, ver minha família se vender por um prato de comida em cima da mesa, ou por um canto para se abrigar.
Não sei o que é o Natal, não vivi essa data no seu verdadeiro significado. Você já viveu o Natal? Já estendeu a mão para um desconhecido? Eu acho que não. Se não o que eu estaria fazendo aqui no fundo do poço?

terça-feira, 8 de março de 2011

Sensações


Te sinto por perto
Um olhar, um sorriso, um beijo
Traz de volta sensações de um intenso desejo
Um toque, um doce afago,
O roçar leve, suave de seus lábios
Um desejo desperto,intenso roubado
Do aroma que exala do seu hálito

Suas mãos entre os meus cabelos
Eu entregue, a mercê de seus anseios.

Coração dispara.
Seu olhar me congela, me para.
ouço uma música, um silêcio que cala

Em seus braços descubro
O que existe além dos muros
Amor, desejo, paixão
A música vem do seu coração.

Será um sonho?
Um delírio, um divagar?
Não creio!
Despertada agora me conforto em seu peito!

Em seu olhar eu vejo
O meu reflexo como num espelho
O seu sorriso me mostra
A verdadeira resposta

Nem sonho, nem imaginação
As batidas de seu coração
Revalam um amor que se fez
Eternizado para sempre, talvez!

quarta-feira, 2 de março de 2011

E se.....


E Se.....


E se um dia eu olhar para trás e perceber que vivi uma vida em vão?


E se um dia eu perceber que desperdicei muitos anos da minha vida com alguém que nunca me amou?


E se um dia eu acordar e descobrir que meus sonhos de hoje são possíveis pesadelos de amanhã?


E se um dia ao invés de ter um sorriso nos lábios, terei lágrimas nos olhos?


E se um dia você perceber que estive sempre ao seu alcance,ao seu lado, mas nunca em seus olhos?


E se um dia eu perceber que nada valeu a pena, porque tranquei meu coração no momento em que vc se foi?


E se o sol brilhar e com ele vir boas novas?


E se alguém me estender a mão e me trazer de volta a vida?


E se a chama do amor reascender em meu peito com o brilho do seu olhar?


E se Deus enviar um anjo e apor fim na minha finita escuridão?


E se eu morrer plenamente feliz por ter vivido, amado, sofrido, lutado, mas nunca desistido de ser feliz?


Assim eu quero me lembrar da minha vida, da minha jornada eterna em busca da felicidade.