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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A ÙltimaChuva


Ela olhava pela janela como se a qualquer momento ele pudesse apontar no portão com um largo sorriso nos lábios. Essa a imagem que sempre vinha a sua mente. Porém o que enxergava era uma rua vazia, uma chuva que por vezes se não fosse pelo vidro, se misturaria com as lágrimas que caíam de sua face.
O perfume ainda exalava de suas lembranças, o toque ainda se fazia sentir-se, sempre que fechava os olhos podia vê-lo.
Sem perceber o que trazia dentro de si, caminhou em direção ao quarto, despiu-se, vestiu a camisa preferida dele, ainda com o cheiro doce de seu amado, tomou um vidro de comprimidos, deitou-se com a certeza de que em breve estariam juntos.

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